Pequenas reticências…

Archive for Dezembro 2012

Mataram o elefante

pra tirar o marfim

e do rinoceronte

o chifre deram fim.

 

Mataram a arara

só pra tirar uma pena

e da aranha marrom

o líquido que envenena.

 

Mataram o urso polar

só pra tirar sua pele

e da foca filhote

antes que o pelo congele.

 

Da tartaruga querem o casco

do tucano, o bico.

Pegaram o tatu-bola

prenderam o mico.

 

Mataram o panda, o coala

mataram o leão e o tigre-de-bengala.

Estão todos quietos, parados

empalhados, enfeitando a sala.

Mataram a arara, o quati

o lobo-guará, o sagui.

 

Na vida, nada mais me surpreende

mataram um elefante só pra tirar o dente.

No ser-humano, nada mais me assusta

mais me consola saber que a natureza é justa.

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O robô na prateleira
desligado, sem energia
vê de longe a bailarina
a boneca e o carrinho
pensa triste, cabisbaixo:
queria brincar sem pilha
abrir seus olhos tão brilhantes
ter as pernas saltitantes.
Mas sem pilha ele não vive
e precisa da mais forte
da pilha alcalina
Ah quem dera ele fosse
como a boneca e a bailarina.

Adultos e crianças
A linha desenrolando
Puxando, subindo
O vento levando…
A pipa lá no alto
O céu enfeitando.

O céu é pintura
De cores da aquarela
Tem pipa vermelha
Tem pipa amarela
Parecem pássaros
Que o céu espelha.

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Crédito: Firstlight/Otherimages

Todo livro é uma caixa
de risadas, de surpresas
enfeitado com uma faixa
bem guardando suas riquezas.

Todo livro é um mundo
de ilusão e de magia.
Pra chegar bem lá no fundo
é só abri-lo todo dia.

Certa tarde, um urso procurava pelas moitas alguns frutos que pudessem lhe servir de café da manhã.

Brown Bear

De repente, se deparou com uma árvore caída, dentro da qual havia uma colmeia cheia de mel.

O urso, bem cuidadoso, começou a farejar para ver se as abelhas estavam em casa. Foi quando uma abelha, voltando do trabalho no campo de margaridas, o encontrou. Temendo o pior e disposta a defender a colmeia, a abelha não pen

sou duas vezes: deu-lhe uma ferroada e desapareceu no oco da árvore.

Tomado pela dor, o urso ficou furioso e pulou em cima do tronco disposto a destruir a colmeia e pegar o mel. Mas para o seu azar, isso só chamou a atenção de toda a colmeia.

Quando deu por si, o urso fugia pela floresta do enxame de abelhas, que era a única coisa que podia fazer.

Moral: É melhor suportar em silêncio uma simples provocação do que despertar a ira de um inimigo mais poderoso.

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Ao ver a raposa na floresta, a abelha pergunta:

raposa

— O que faz por estes lados?

— Ó querida abelha, vim visitá-la.

Desconfiada, a abelha investiga:

— Por acaso está atrás de nosso mel?

— Imagine! Nem gosto de mel!

Muito esperta, a abelha faz um convite:

— Que tal então fazer um passeio comigo?

Feliz, ela acompanha a abelha, que a conduz até a casa dos marimbondos. Pensando ser a colmeia, a raposa pula rápido à procura de mel, sendo atacada por eles.

MoralContra esperteza, esperteza e meiaabelha